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Comissão da ALE ouve membros do Hospital São Pelegrino e Sesau

por Igor Cruz publicado 08/05/2017 19h20, última modificação 08/05/2017 19h29
Comissão averigua a questão do credenciamento do Hospital da Amazônia em detrimento a outras unidades...

 

Os integrantes da Comissão Temporária Especial criada com a finalidade de averiguar denúncia do não credenciamento do Hospital de Câncer por ingerência política, presidida pelo deputado Hermínio Coelho (PDT), ouviram na tarde desta segunda-feira (8), o médico Carlos Manoel Mendonça de Araújo, que realizou explanação sobre o Instituto São Pelegrino, da capital, bem como representante da Sesau.

O deputado Hermínio esclareceu que o objetivo da Comissão é de esclarecer os fatos relativos ao não credenciamento do Hospital de Câncer de Barretos, por ingerência da deputada federal Marinha Raupp (PMDB-RO) e do secretário de Estado da Saúde, Williames Pimentel e não encerrar com credenciamentos já realizados.

O deputado Laerte Gomes (PSDB) apresentou à comissão documentos enviados pela deputada Marinha relativos ao tema e pediu visita ao hospital de Cacoal para averiguar a situação daquela unidade de saúde.

O deputado Dr. Neidson (PMN) leu oficio encaminhado pelo Ministério da Saúde explicando os critérios adotados para credenciamento de hospitais Unacon e Cacon, na qual em resumo consta que o Estado e municípios devem analisar a demanda e encaminhar ao Ministério da Saúde (MS) o pedido para credenciamento.

Hermínio pediu ao representante do Instituto São Pelegrino que esclarecesse as questões levantadas pelo presidente da Fundação Pio XII, que fez sérias críticas ao sistema adotado pela instituição.

O médico e diretor do serviço de radioterapia do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Carlos Manoel Mendonça de Araújo, fez explanação dos dados sobre o câncer no mundo e as necessidades de tratamento. Salientou que os números comprovam a carência de equipamentos e que todo tratamento que vier para Rondônia é para ajudar a sanar a deficiência existente.

Disse que é preciso colocar mais equipamentos à disposição da população e não restringir e que o São Pelegrino é sim referência em tratamento e que tecnicamente atende perfeitamente os pacientes do SUS e que estão permanentemente melhorando suas estruturas.

Carlos Manoel também mostrou a estrutura e o quantitativo de pacientes atendidos pela equipe de mais de 40 profissionais. Atendem, segundo o médico, 1400 consultas mês; 800 quimioterapias; 1200 radioterapias e 80 braquiterapias. Relatou também os investimentos feitos na aquisição de novos equipamentos para atender cada vez melhor a população.

O representante do instituto concluiu que Rondônia está em crescimento e tem parte da população desassistida na área oncológica, onde novos centros devem ser instalados e que o Estado deve implantar imediatamente a regulação para reduzir perda de recursos importantes para a saúde.

O deputado Jesuíno Boabaid (PMN) afirmou que foi muito importante a presença e a apresentação realizada, pois se percebeu que a realidade é totalmente diferente da apresentada pelo representante do Hospital de Barretos. “Precisamos sim que venham mais tratamentos e mudei totalmente minha visão sobre a questão do tratamento de câncer, pois temos de ver o que é melhor para a população”.

O deputado Geraldo da Rondônia (PSC) parabenizou pela apresentação realizada pelo São Pelegrino e que acompanha o caso desde que o Henrique Prata iniciou com a denúncia do não credenciamento do Hospital de Barretos. “Temos de resolver isso com brevidade, pois nesta guerra quem sai perdendo é o povo”.

O presidente do Conselho Estadual de Saúde, Raimundo Nonato, disse que o Henrique Prata pode ter convencido alguns deputados, mas não aos membros do Conselho. “Até hoje ele não apresentou o que solicitamos deles”. Segundo ele o credenciamento é feito tecnicamente, não politicamente. “O que eles precisam fazer é uma prestação de contas dos milhões que arrecadam dos Leilões e do convênio com o Estado”.

Nonato também questionou quem irá pagar a conta do Hospital da Amazônia, pois não foi discutido com os governadores da região Norte. “Ninguém é contra a construção de um hospital, não. Mas é preciso discutir as questões técnicas e jurídicas”.

Neidson lembrou fala do Henrique Prata que o estado joga no lixo R$ 800 mil em recursos pela janela.

O secretário adjunto da Saúde estadual, Luiz Eduardo Maiorquim, explicou que Hospital de Base está credenciado com processos cirúrgicos e que foi solicitado ao Ministério da Saúde que o tratamento Unacon fique com o HB e que o São Pelegrino e Barretos sejam Cacon com serviços complementares.

Segundo ele a Fundação Pio XII já está credenciada, mas o que falta é o credenciamento do Hospital da Amazônia como Cacon. Dizer que não pode credenciar isso não existe, afirmou Maiorquim. “O Estado tem interesse no serviço ofertado por Barretos, nós precisamos. Mas não podemos fechar outros serviços sem a comprovação de que pode atender 100% a demanda do Estado”.

O deputado Maurão de Carvalho (PMDB) disse que não se pode romper com um credenciamento que existe ao São Pelegrino e que a população vai escolher entre um e outro. Relatou que por experiência própria teve de ir ao São Pelegrino e que se abateu quando chegou lá e que foi buscar socorro em outro local fora do Estado. “Acredito que a situação hoje esteja melhor, mas é o mercado que irá regular a livre concorrência”.

Carlos Manoel reafirmou os esforços na melhoria constante do São Pelegrino e as ações junto à população e que o câncer não é mais o monstro que era, pois com a descoberta prematura, mais de 80% dos casos são curáveis.

Maurão lembrou que o credenciamento do Hospital da Amazônia foi muito bem encaminhado pelo Maiorquim e que é preciso que eles concluam as obras e iniciem os atendimentos para fazer jus a credenciamento.

Como relator, o deputado Jesuíno Boabaid questionou se na reunião dos governadores realizadas na semana passada em Rondônia, foi debatida a questão do hospital, pois ele irá atender a toda a região. “Quero saber quem irá pagar esta conta”.

Custeio é intenção de o estado regular o atendimento. Segundo Maiorquim se houver interesse dos estados vizinhos em pactuar atendimentos, haverá necessidade de remanejamento do teto do SUS, com recursos.

Ao final foi encaminhado para oficiar o Ministério da Saúde para uma agenda em Brasília para discutir o tema, bem como ao Hospital de Barretos para que responda se atende aos requisitos do credenciamento exigidos pelo Ministério a fim de credenciamento.


 

ALE/RO - DECOM -  Geovani Berno
Foto: Lusângela França


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