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Política para o setor produtivo é debatida na Assembleia Legislativa

por Ronaldo Afonso do Amaral publicado 13/03/2019 19h15, última modificação 14/03/2019 15h55
Ações programadas pela Seagri são detalhadas em reunião e deputados reafirmam apoio ao setor produtivo

 

Durante a primeira reunião extraordinária, realizada na tarde desta quarta-feira (13), a Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa deu continuidade aos trabalhos, recebendo as informações sobre as ações e projetos da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), para este ano de 2019. 

O presidente da Comissão, Cirone Deiró (Podemos), disse que, em razão do volume de temas que precisavam ser abordados, o tempo foi insuficiente pela manhã, sendo necessária essa reunião extraordinária. 

Os deputados estaduais Chiquinho da Emater (PSB), Adelino Follador (DEM), Dr. Neidson (PMN), Jair Montes (PTC) e Cassia Muleta (Podemos) participaram do encontro, que contou com as presenças do secretário Evandro Padovani, acompanhado do presidente da Agência de Defesa Agrosilvopastoril (Idaron), Júlio César Rocha, além de técnicos da Seagri e da Emater. 

Chiquinho disse que é oriundo da Emater, onde chegou a exercer o cargo de diretor executivo, e reconhece as dificuldades, mas também a importância da instituição, ao lado da Seagri e das demais, para a economia de Rondônia. "Queremos somar forças, contribuir, apoiar e debater em conjunto a política para o setor produtivo", completou. 

Follador declarou que uma preocupação de sua parte é com o fim da vacinação contra a febre aftosa, uma vez que a pecuária é decisiva para a economia rondoniense. "Que a Agência Idaron não deixe de manter a vigilância sobre o nosso rebanho, que representa uma fatia generosa de nossa economia", observou. 

A autonomia financeira da Emater e da Agência Idaron, que hoje estão ligadas à Sugespe, foi defendida por Adelino, que ainda cobrou que o Fundo do Pró-Leite, hoje de R$ 240 milhões, volte a ser de responsabilidade da Emater, para reduzir a burocracia. 

Jair Montes observou que foi vereador em Porto Velho e acompanhou as dificuldades da pasta municipal da Agricultura, em atender a demanda do setor, pelo tamanho do município e pelos desafios. "Estou chegando agora à Assembleia, mas quero contribuir e me colocar à disposição para trabalhar em prol do setor produtivo de Porto Velho e de Rondônia". 

 

Seagri  

O técnico da Seagri, Avenilson Trindade apresentou detalhes da produção da piscicultura em Rondônia, da produção leiteira, de gado de corte, da cafeicultura e outras culturas. A distribuição de calcário, a ampliação das agroindústrias, a disponibilidade de crédito oficial para os produtores e a vacinação do rebanho contra a febre aftosa, também foram abordados. 

Padovani disse que o desafio é "desburocratizar o setor público, permitindo a ampliação, por exemplo, da piscicultura, com mais de 3 mil licenças vencidas". 

O secretário reconheceu que as demandas da pasta são muitas, e o orçamento está muito enxuto. "Peço que os deputados possam nos apoiar com emendas, para reforçar o nosso orçamento. No ano passado, foram mais de 240 convênios executados com recursos de emendas oriundas aqui da Assembleia Legislativa", destacou. 

 

Emater  

O diretor executivo adjunto da Emater, José de Arimateia, informou que o foco maior da atual gestão é promover a extensão rural, com menos famílias sob a responsabilidade de cada técnico da Emater. 

"O trabalho também vai ser modernizado, com foco na assistência técnica, que é a nossa função primordial. Nos colocamos à disposição desta Comissão de Agricultura, dos demais deputados. Sempre a Emater teve apoio forte aqui da Assembleia Legislativa", completou. 

 

Idaron  

A suspensão da vacinação do rebanho foi o tema central da explanação da Agência Idaron. "O comércio da carne internacional, em sua maioria, não confia em área livre de aftosa com vacinação, o que na prática não elimina a circulação do vírus", disse o diretor técnico Márcio Petró. 

Hoje, 10,31% da carne bovina exportada no país é proveniente de Rondônia, sendo o quarto Estado mais exportador do país. Para enfrentar o novo cenário sem vacinação, a Idaron vai construir postos de vigilância e em alguns locais das fronteiras do Estado, instalar também câmeras de monitoramento.

 

Encaminhamentos 

Após as apresentações, o secretário Padovani retomou a palavra, informando que essa maior eficiência financeira da Idaron e da Emater, é uma prioridade dentro da gestão, para dar mais celeridade às ações de apoio ao setor produtivo. 

"Mais uma vez reforço: o apoio desta Comissão, dos deputados, somando forças conosco, em parceria com o Governo, vamos poder fazer muito mais pelo setor produtivo, que é a mola mestra da nossa economia", completou. 

Os deputados defenderam que haja uma política de valorização do leite, com o fechamento gradual de pequenos e médios laticínios, reduzindo a concorrência e consequentemente, o preço pago ao produtor. 

"Estão fechando os laticínios e uma alternativa seria o fortalecimento de cooperativas, para assegurar o preço adequado aos produtores", observou Cirone. 

A Comissão vai encaminhar, formalmente, ao governador Marcos Rocha (PSL), o pedido para que a autonomia financeira da Emater e da Agência Idaron seja efetivada, como forma de assegurar celeridade nas ações. 

Chiquinho declarou que é preciso discutir a produção em polos regionais, com as potencialidades definidas para cada região. "Temos desafios de aumentar a produção de café, do leite, de grãos e de outros produtos. Destravar a burocracia é fundamental nesse processo e estamos juntos nesse desafio. A construção de uma Ceasa em Porto Velho é uma demanda do setor produtivo aqui na Capital, que ainda compra 70% do que consome de fora de Rondônia". 

Ele defendeu ainda a regularização fundiária, para assegurar o acesso ao crédito. "Não adiantam projetos e tecnologias, sem oferecer crédito para financiar a produção". 

Cirone foi na mesma linha, defendendo a descentralização das ações, priorizando a produção regional e defendendo a expansão das agroindústrias, para beneficiar a matéria-prima local. "É preciso criar os meios para beneficiar os produtos e facilitar a venda, mas sempre respeitando as potencialidades de cada região, sem focar em apenas uma cultura".

Texto: Eranildo Costa Luna - DECOM/ALE

Fotos: José Hilde

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