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Adailton Furia exibe situação precária do Hospital João Paulo II

por Ronaldo Afonso do Amaral publicado 20/03/2019 12h17, última modificação 20/03/2019 12h17
Parlamentar é contra instalação de unidade de saúde no antigo prédio da ALE

 

O deputado Adailton Furia (PSD) fez uso da tribuna na sessão ordinária na tarde de terça-feira (19) para mostrar imagens do caos que se encontra o Hospital João Paulo II. O parlamentar esteve na unidade de saúde durante a manhã e foi recebido pelo diretor do PS, Carlos Eduardo, que mostrou as instalações. 

O deputado afirmou que o hospital está infestado de ratos e baratas. Segundo Furia, no local deveria haver 150 leitos, mas há 236 pacientes. Ele conversou com os representantes da Vigilância Sanitária, perguntando a razão de a unidade não ter sido interditada após as denúncias divulgadas. 

“Eu não aguentei ficar na sala vermelha do hospital João Paulo II. Eu constatei in loco a situação que o governo da Cooperação deixou a nossa saúde, a situação que outros governantes deixaram, preocupados com a dívida do Beron. Eu não desejo a nenhum inimigo ser atendido nessa situação, quem dirá as pessoas que acreditaram e votaram em nós. Lá eles não acreditam em políticos, em deputados, vereadores. Contudo, temos a oportunidade de fazer a diferença. O governo está preocupado em arrecadar em ficar cuidando de fofocas de deputados”, indaga. 

 

Exposições 

Em um aparte, o Jair Montes (PTC) relatou que seu pai ficou internado na UTI em 1985 e até hoje o hospital é o mesmo. “Isso é a maior prova da irresponsabilidade dos governos que passaram. Eu lembro quando o Governo Confúcio fez um empréstimo para investir no João Paulo e nunca vimos nada ser feito. Sempre existiram ratos no hospital, mas agora a crise está tão feia que os pacientes estão tomando o lugar dos ratos e não ao contrário”, expõe Montes. 

Como médico e funcionário público, o deputado Dr. Neidson (PMN) relatou que quando trabalhava no local, para entrar no consultório precisava passar por cima ou por baixo das macas. “Quando entrou o Confúcio Moura a situação melhorou um pouco, pois melhorou o atendimento e consequentemente mais pacientes eram atendidos”, diz. 

O parlamentar afirmou ainda, que a Assembleia precisar reconhecer com Voto de Louvor o trabalho dos servidores que atuam no Hospital. “Eles são os melhores profissionais do Estado e merecem essa honraria. Temos o prédio antigo da Assembleia, que pode ser doado e entregue ao Governo do Estado para amenizar o sofrimento da população” aponta Dr. Neidson. 

A deputada Cássia Muleta (PODEMOS) parabenizou o deputado Dr. Neidson pela inciativa e relatou que constantemente recebe ligações de pessoas pedindo ajuda para serem atendidas nas unidades de saúde, contudo quando ela fala para irem no JP II, elas se negam e afirmam que não querem morrer.  “A situação do hospital é desumana. Eu também já me coloquei favorável a doação do antigo prédio para ser feito uma extensão do João Paulo lá”, diz. 

O deputado Eyder Brasil (PSL) também parabenizou a atitude de Dr. Neidson e apontou que o problema maior do JP II é estrutural. “O problema do JP II não são os equipamentos e sim sua estrutura. O hospital não recebe dos SUS pelos atendimentos feitos em leitos improvisados. Durante a transição, foi cogitado a utilização do antigo Hotel Villa Rica, cogitado uma parceria com o Exército para instalação de barracas. O governador tem como objetivo resolver a situação do Heuro. Esse é um problema que se arrasta há anos e vários governantes já receberam dinheiro para fazer o melhor hospital do mundo, mas hoje o problema está nas nossas mãos”, explana Brasil. 

Anderson Pereira (Pros) ressalta que essa situação de calamidade que a saúde de Rondônia vive e por falta de uma boa gestão. “Precisamos achar uma solução e encerrar nosso mandato com o pé direito. Já fiquei no chão do João Paulo e fui muito bem tratado. Os funcionários fazem um ótimo trabalho diante das condições existentes. Precisamos adotar medidas urgentes para termos o Heuro na nossa capital”, diz. 

O deputado Chiquinho Emater (PSB) ressalta que no seu ponto de vista, ao contrário do que foi dito por outros, o Governo da Cooperação (Confúcio), pode até não ter feito tudo que estava ao seu alcance, contudo melhorou a situação alguns municípios, entre eles, Cacoal que recebeu o Heuro. “Concordo em passar o prédio antigo da ALE para o Governo. Precisamos dar alternativas e melhorar outros hospitais para reduzir a demanda do JP II. O Governo precisa de ações e saúde não espera. Todos nós estamos preocupados com a saúde do Estado. Só no Cone Sul, temos mais de 2 mil cirurgias marcadas e que o governo não consegue fazer”, expõe. 

Em resposta ao deputado Chiquinho, Adailton Furia que é ex-vereador de Cacoal, afirmou que que o Governo Confúcio só assumiu o Heuro por força judicial e “que as duas mil pessoas que estão aguardando cirurgias até hoje e por causa da incompetência dos gestores. Se formos contabilizar o Estado todo, mais de 10 mil pessoas estão aguardando por cirurgias”, contesta. 

O deputado Lazinho da Fetagro (PT) apontou que a saúde precisa se descentralizar de Porto Velho. “Uma das melhores soluções é regionalizar. O Governo precisa investir na saúde dos municípios para que a Capital não fique tão sobrecarregada”, diz. 

Jean Oliveira (MDB) afirmou que a realidade da saúde de Porto Velho não corresponde as expectativas, contudo alguns avanços foram feitos nesses últimos anos. “É importante reconhecer os avanços que foram feitos. Não vejo uma pasta que sofre tantas ações judiciais como a saúde. É fato que não chegou ao que gostaríamos, mas precisamos mostrar o que avançou”, aponta. 

O deputado Adelino Follador (DEM) falou da falta de responsabilidade de Porto Velho em atender a média complexidade e se colocou favorável a doação do antigo prédio para adaptação de um hospital. 

Após ouvir as exposições dos demais deputados, o deputado Furia afirmou que a situação da saúde não é mais de responsabilidade do Governo da Cooperação e sim de cada um dos deputados eleitos. “Essa responsabilidade é nossa e em conjunto. Em relação ao antigo prédio da Assembleia, eu já deixo registrado, que sou contra a doação. O prédio não tinha estrutura para atender este parlamento, quem dirá para atender algo tão importante como a vida dos destemidos pioneiros de Rondônia”, finaliza Adailton Furia.

Texto: Laila Moraes - DECOM/ALE

Foto: José Hilde

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