Adelino Follador diz que problemas no campo são provocados pela má conservação de estradas

por Ronaldo Afonso do Amaral publicado 30/10/2019 14h45, última modificação 30/10/2019 14h45
Caos nas rodovias e estradas vicinais gera amplo debate na Assembleia Legislativa


A má conservação das estradas vicinais e rodovias estaduais em Rondônia, novamente criticada pelo deputado Adelino Follador (DEM), gerou um amplo debate na Assembleia Legislativa, durante sessão ordinária desta quarta-feira (30). 

Para o parlamentar, a situação de abandono das estradas prejudica a produção no campo e é a causa central também de outros graves problemas, como, por exemplo, a falta de acesso às escolas públicas rurais, comprometendo o ano letivo de milhares de estudantes. 

De acordo com Adelino, o mais preocupante, é que o período chuvoso está apenas começando e, sem a recuperação das pistas, “ninguém produz, ninguém estuda. ” 

Na área rural de Porto Velho, conforme o deputado, não é a falta de transporte escolar que impede o aluno de chegar à escola, mas, sim, as precárias condições das vias. 

Lazinho da Fetagro (PT) disse que as estradas estão devastadas, citando a que liga, ou deveria ligar, Cacaulândia à Colina Verde e outras na região. As escolas estão fechadas, segundo ele, pois não há veículo que consiga transitar no setor rural. Para Luizinho Goebel (PV), falta planejamento para o Departamento de Estradas de Rodagem e Transportes. 

Goebel frisou que o Departamento não suplanta a demanda existente. Ele acrescentou que foi informado sobre uma manifestação na região de Chupinguaia. Os moradores, segundo avisou, vão exigir a recuperação das rodovias, como é o caso da 495. Ismael Crispim (PSB) entende que os deputados estaduais têm cumprido o papel no parlamento, aprovando recursos para esta finalidade, mas, segundo ele, há falhas administrativas na execução dos serviços. 

Adailton Fúria (PSD) destacou que a rodovia de São Felipe a Parecis, a chamada Rota do Calcário, é outra que terá que ser completamente refeita no próximo ano. Já o serviço de recuperação da estrada de Ministro Andreazza, conforme observou, anda a “passos de tartaruga”. A solução, segundo ele, para resolver o caos instalado, é a Assembleia Legislativa convocar o diretor do DER para as devidas explicações oficiais. 

Ezequiel Neiva (PTB), que já ocupou o cargo de diretor-geral do DER, disse que é impossível realizar obras com o atual maquinário do Departamento. É preciso, segundo ele, o governo apresentar um projeto para comprar equipamentos novos. Ele lembrou que os atuais já têm mais de nove anos de uso e estão em frangalhos. 

Edson Martins (MDB) entende que o ideal seria o governo contratar o serviço de empresas especializadas em recuperação e manutenção de estradas. Ele lembrou que fez essa terceirização durante oito anos, no período em que foi prefeito em Urupá, com resultados satisfatórios. De acordo com o deputado, algumas máquinas são muito caras e quebram com facilidade, o que inviabiliza aquisição dessa natureza.

Texto: Antônio Pessoa-ALE/RO

Foto: José Hilde-Decom-ALE/RO

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