Deputado Alex Redano é contrário a projeto que criou Conselho Estadual LGBTTT

por Igor_Cruz — publicado 03/05/2018 16h25, última modificação 04/05/2018 10h23
Parlamentar explica que não votou favorável a matéria no dia da sua aprovação pois estava ausente na sessão extraordinária...

 

Durante a sessão ordinária de quarta-feira (2), o deputado Alex Redano (PRB) reafirmou sua posição contrária ao Projeto de Lei 845/17, que criou o Conselho Estadual de Políticas Públicas e Direitos Humanos para a população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBTT).

O parlamentar explicou que no dia que o projeto foi aprovado, seu nome estava registrado no painel, mas que estava ausente do plenário no momento da segunda votação em sessão extraordinária. De acordo com o parlamentar, ao saber que seu voto havia sido computado como favorável ao projeto, solicitou que fosse alterado e registrado como contrário a matéria.

“Cheguei juntamente com o deputado Aélcio da TV (PP) e pedi para que meu voto contrário fosse registrado e não foi feito”, disse Redano.

Alex afirmou que desde que entrou na vida política sempre deixou claro que é contrário a essas votações. “Sou evangélico e tenho meus princípios. Muitos parlamentares se dizem evangélicos e não são realmente, porém, usam a religião como mote político, o que não é o meu caso”, expõe.

Redano apontou que já encaminhou um requerimento à Mesa Diretora solicitando a aferição dos registros de votos do Projeto de Lei 845/17 aprovado na votação do dia 24 de abril de 2018. “Eu manifestei que era contrário à matéria, todavia, quem conduzia a apuração dos votos por ocasião da sessão plenária, deixou de registrar minha posição contrária”, explicou. Ainda segundo o parlamentar, caso sua solicitação seja atendida, a aprovação do projeto ficará comprometido, tendo em vista que foi bem acirrada.

O deputado apontou que pediu pessoalmente ao governador, Daniel Pereira (PSB), que o mesmo vete a lei. “Entendo que existe uma pressão muito grande em cima dele para que essa lei seja sancionada, mas mesmo assim pedi seu veto. Meu posicionamento sempre foi o mesmo e não mudarei”, finalizou.

 

ALE/RO - DECOM - Laila Moraes  
Foto: Lusângela França

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