Em sessão na Assembleia, deputados cobram mais eficiência da Sedam

por Igor_Cruz — publicado 25/03/2015 16h21, última modificação 25/03/2015 16h21
Os posicionamentos aconteceram em decorrência do discurso proferido pelo deputado Alex Redano

 

Maior eficiência da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) na liberação de processos que tramitam no órgão em favor do setor produtivo. Foi o que os deputados cobraram na sessão plenária desta quarta-feira (25) na Assembleia Legislativa. A forma como o secretário Vilson de Salles Machado, assim como o corpo técnico do órgão governamental, vem atuando sofreu duras críticas de vários deputados que discursaram da tribuna da Casa de Leis.

Os posicionamentos dos parlamentares aconteceram em decorrência do discurso proferido pelo deputado Alex Redano (SD), que disse ter recebido um grande número de reclamações de pessoas que atuam nos setores da agropecuária e madeireiro sobre a gestão da Sedam. Disse que não conhece o secretário Vilson, mas as críticas ao seu modo de agir foram muitas. Citou, também, que há críticas ao corpo técnico do órgão.

“Pelas informações que recebi, os processos estão demorando seis, oito e até um ano para ser analisados. Pior, quando se chega ao final, técnicos da Sedam pedem uma nova reanálise do processo. Quem depende do manejo florestal como ramo de sobrevivência é quem está sendo prejudicado. Por conta disso, essas pessoas ficam se valendo de empréstimos para sobreviver e manter o negócio”, relatou o deputado.

Alex Redano apresentou um documento, que lhe foi encaminhado pela Associação dos Engenheiros Florestais de Rondônia, com dados que demonstram tudo o que se passa na Sedam. “Esse documento, que chegará ao gabinete dos senhores deputados, apresenta os problemas e aponta as soluções. Pelo que pude ver existem muitas coisas que estão travando a Sedam, que ainda trabalha com papeis, em plena época da utilização da internet para se manusear mais rapidamente os processos”, disse ao alertar para que os bons não paguem pelos ruins. Ele afirmou que quem está reclamando quer trabalhar na legalidade.

Na ocasião, o presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho (PP), foi taxativo ao afirmar que “a Sedam não funcionou mais. Todos que procuram a Secretaria Ambiental não conseguem resolver nada. No órgão, os processos mudam de uma gaveta para outra sem solução. O coronel Vilson não conhece o setor. Ele, na condição de secretário, tem que colocar em mente que está lidando com agricultores e produtores. As soluções precisam ser mais rápidas”.

Ainda segundo o deputado Maurão, a eficiência tem que acontecer na Sedam. “Há madeira apodrecendo nos pátios das madeireiras e a documentação não é liberada. Na época da secretária Nancy Rodrigues não era assim. Não defendo coisas erradas, mas a coisa tem que andar na Sedam, principalmente o projeto para a reaproximação do zoneamento socioeconômico e ecológico. Na verdade, a secretaria está paralisada. É só discursos e nada acontece”, afirmou o deputado.

O deputado Ezequiel Júnior (PSDC), em aparte, disse que a reclamação é geral contra a Sedam. Segundo ele, está faltando bom senso no órgão. Observou que o setor madeireiro é importante e gera renda e emprego ao Estado. Ezequiel pediu para que os dirigentes da Sedam prestigiem quem realmente trabalha e não tratar as pessoas trabalhadoras como bandidos.

Já o deputado Cleiton Roque (PDB) disse concordar que a situação é ruim na Sedam e que isso incomoda. Para ele, o setor está desorganizado. O deputado Jean Oliveira (PSDB), que é presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, considerou pertinente a colocação de Alex Redano e disse que a Sedam precisa corrigir faltas apontadas pelos setores produtivos.

De maneira taxativa, a deputada Lúcia Tereza (PP) falou que gostaria de ver uma Sedam produtiva. Segundo ela, já foi assim, mas agora está regredindo, pois está sendo apenas coercitiva e punitiva. “O que está errado precisa mudar e se dar continuidade à gestão educacional. Há setores produtivos que necessitam exclusivamente da Sedam e não recebem o retorno positivo. A Idaron já mudou. Bem que poderia ser copiada”, conclamou a deputada.

O deputado Saulo Moreira (PDT) quer saber do secretário da Sedam sobre a programação do zoneamento ecológico. Ele disse que a Assembleia Legislativa já encaminhou gestão para ajudar o Governo nesse sentido de resolver conflitos agrários.

Para o petista Ribamar Araújo (PT), a Sedam é tão importante que suas ações podem travar setores produtivos. Disse que a legislação é rígida, mas o órgão governamental não pode cobrar mais do que está em leis. Afirmou que o setor madeireiro é produtivo. O deputado indagou: “será que se quer criar dificuldades para vender facilidades?”.

O deputado Laerte Gomes (PEN) defendeu o setor madeireiro. Disse que não pode a Sedam tratar todos como bandidos. Ele também indagou se o objetivo é criar dificuldades para vender facilidades. E alertou para que o secretário Vilson fique atento ao desenvolvimento do Estado e da Sedam.

Por último, o deputado Hermínio Coelho (PSD) questionou a colocação de um coronel para comandar a Sedam. Lamentou que as coisas não acontecem no órgão governamental. Para ele, a secretaria está paralisada. “É só discursos e nada acontece de positivo para o desenvolvimento do Estado, da mesma forma como fala o governador Confúcio Moura”, afirmou.

 

ALE/RO - DECOM - [Carlos Neves]

Foto: José Hilde


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