Presidente e relator de CPI participam de entrevista coletiva no Mato Grosso

por Igor_Cruz — publicado 15/03/2016 14h41, última modificação 15/03/2016 14h41
Adelino Follador (DEM) e Lazinho da Fetagro (PT) colhem subsídios sobre atuação de frigoríficos...


O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possível formação de cartel no abate de bovinos no Estado de Rondônia, Adelino Follador (DEM), e o relator, Lazinho da Fetagro (PT), participaram na manhã desta terça-feira (15) de entrevista coletiva na Assembleia Legislativa do Mato Grosso.

No Estado vizinho também foi instalada uma CPI para investigar a situação dos frigoríficos. O presidente é o deputado Ondanir Bortolini, o Nininho (PR). Ele explicou que os problemas existentes em Rondônia são muito parecidos com os do Mato Grosso, por isso os parlamentares estão compartilhando informações.

No Mato Grosso foram compradas 21 plantas frigoríficas, sendo que 11 delas foram fechadas. Outras seis plantas foram alugadas, a um custo médio de R$ 300 mil por mês, e também fechadas. Em Rondônia foram fechadas nove plantas nos últimos anos, sendo que apenas 11 estão em funcionamento.

O JBS Friboi está no centro das investigações das duas CPIs. O deputado Lazinho explicou que em Rondônia a comissão está ouvindo primeiro os produtores rurais, para ter as informações necessárias para quando chegar o momento de ouvir os empresários.

O deputado Nininho afirmou não existir a intenção de tirar nenhum empresário do Estado. “O que buscamos é uma socialização. Não queremos afugentar ninguém, mas não podemos permitir que o preço pago a produtor continue sendo tão baixo”, acrescentou.

O deputado Adelino Follador disse que os produtores de Rondônia passam por uma situação muito difícil. Ele lembrou que anteriormente a diferença de preço da arroba em relação a São Paulo era de 10%, mas agora está em 20%. No Mato Grosso, a diferença em relação ao mercado paulista girava em torno de 8%, mas agora também está em 20%.

“O que mantém o PIB de Rondônia é a pecuária, por isso não podemos permitir que os frigoríficos paguem o preço que querem. Não temos nada contra os empresários, mas precisamos buscar uma paridade”, afirmou Follador.

Lazinho da Fetagro lembrou que em 2015 Rondônia deixou de arrecadar, devido à isenção concedida aos frigoríficos, quase R$ 750 milhões. Ele explicou aos jornalistas do Mato Grosso que em Rondônia a CPI foi criada porque os representantes dos frigoríficos não foram a uma audiência pública que discutiu a questão dos preços com produtores rurais.


ALE/RO - DECOM - [Nilton Salina]

Foto: Ana Célia



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